03 maio 2016

O Perdão - 03/05/2016




O Perdão é um conceito geralmente mal compreendido. Muitos de vocês entendem que o perdão é uma ação entre duas pessoas. Este é um grande engano !

O perdão é só seu, e não depende de mais ninguém. É uma das mais belas formas de manifestação do amor, e como todo amor é incondicional.

Perdoar significa transmutar a mágoa em compreensão, livrar-se do passado e se permitir um novo futuro.

Mágoas e ressentimentos lhe prendem ao passado e lhe transformam em uma vítima. Permanecer no passado é negar o seu futuro.

Para perdoar é necessário mergulhar neste passado pela última vez, como um simples observador e olhar a situação como realmente é. Um cenário em que cada ator desempenhou o papel que lhe cabia. Não se fixe nas pessoas, elas foram meros representantes convocados para viver este ato da sua vida. Você veio aqui vivenciar esta experiência e cada um foi convocado para o papel que lhe cabia. Se não fossem eles, seriam outros, mas você veio para viver esta experiência, e nela você é o grande protagonista, o ator principal. Só você importa !

Então, agradeça a eles por terem permitido que vivesse estes momentos. Dentro das necessidades de cada um, eles reuniram-se para formar esta cena, para tornar possível a sua experiência. Não se fixe nas pessoas, cada um tem o seu caminho e veio aqui para viver suas próprias experiências. O Universo escolhe quem vai representar cada papel, tecendo a teia do destino.

Agradeça porque graças a todas as pessoas que fizeram parte deste acontecimento, você teve a chance de passar este momento difícil e aprender.

Para aprender você precisa ser um observador, esqueça as pessoas e os aspectos pessoais de cada um. Você não vai aprender nada tentando julgar os outros nem a você mesmo. Apenas entenda a situação como se estivesse vendo um filme com atores desconhecidos. Os atores não interessam, pois cada um vai seguir a sua própria vida. Entenda que o que lhe impede de compreender completamente a situação é o apego pelos participantes. Você começa a pensar sobre o acontecimento e logo começa a pensar nas pessoas.

Então, para perdoar é necessário antes desapegar-se das pessoas envolvidas. Entenda que somos todos um e estamos todos juntos. Você e a pessoa que lhe magoou são um só, vivendo experiências opostas. Fazem parte da mesma luz divina. Para desapegar e deixar ir é necessário sentir que vocês são um e continuarão assim. Vão apenas afastar-se para participar de outras experiências. É uma parte sua que segue outro caminho. Sinta esta unidade, imagine-se abraçando esta pessoa, fundindo-se e tornando-se uma só alma. Ame profundamente e se despeça. Cada vez que se lembrar dela, lembre com carinho como sendo uma parte sua que está longe, cada vez mais longe em busca de suas próprias experiências.

Ame este seu outro eu que também se emocionou com você em todos estes acontecimentos. Cada um de vocês viveu intensas emoções complementares. Cada um de vocês aprendeu pelos dois lados. Um pode ter sido vítima e ou outro algoz. Mas a vítima também aprendeu a experiência do algoz e não precisará mais cumprir este papel. E o algoz também aprendeu a experiência da vítima e não precisará se tornar vítima. Veja que vocês são um só, vítima e algoz.

Então celebre profundamente este acontecimento e agradeça ao Universo por este aprendizado.

Quando você compreender verdadeiramente a beleza de tudo isto, verá que não há motivos para perdoar, pois não há culpados. O verdadeiro perdão é o agradecimento e a compreensão de que o outro talvez tenha desempenhado o papel mais difícil. É mais confortável ser vítima do que algoz. Então perdoar é orar para que o outro também tenha a mesma compreensão que você está tendo e não se sinta culpado.

Perdoar é amar ao outro e querer vê-lo feliz, é dar-lhe bênçãos e abrir a gaiola do seu coração para que ele voe em liberdade.
E também perdoar a si mesmo, da mesma forma.
É amar a si mesmo e se permitir ser feliz em liberdade.

através de Prama Shanti, em 16/03/2016

21 abril 2016

Quando passamos pelo Deserto





Quando passamos pelo deserto, tudo se intensifica. Os problemas se intensificam e devemos também intensificar as atitudes de fé e a vigilância, pois as palavras de derrota vêm de todos os lados.

Precisamos entender que quando Deus nos permite passar por momentos difíceis, não estamos recebendo uma maldição divina. É apenas uma fase, uma preparação para algo melhor que está chegando. 

Em todo momento, mas especialmente nessas situações-limite, em que nos sentimos sozinhos no deserto e o mal se fantasia de realidade, temos uma escolha muito séria a fazer. Dela depende a nossa vida. Ou escolhemos ouvir a voz deste mundo, a voz das impossibilidades, a voz do medo e a voz das experiências negativas do passado, ou escolhemos ouvir a Voz que nos aconselha:

“Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que faço coisa nova, que está saindo à luz; porventura, não o percebeis? Eis que porei um caminho no deserto e rios, no ermo.” Isaías 43.18,19

Isso é espetacular! É tão forte que é preciso degustar aos pouquinhos, para guardar bem firme dentro da gente e absorver todos os nutrientes dessa Palavra:

“Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas” 

– O ser humano tem tendência de considerar as coisas passadas para avaliar o que está vivendo agora. Se o que aconteceu foi negativo, essa tendência pode criar um trauma que vai interferir em todas as escolhas da pessoa dali para diante. É natural que, diante de um problema que já passamos anteriormente, haja medo de que o resultado negativo se repita. No entanto, Deus é bem claro: todos os traumas, experiências ruins e situações adversas devem ser desconsiderados. Na verdade, é para não se lembrar das coisas passadas e desconsiderar as antigas. Então, até às coisas boas que aconteceram no passado não devemos nos apegar, porque a fé olha para a frente e nunca se acomoda.

“Eis que faço coisa nova, que está saindo à luz" 

– Esqueça o que passou, o Espírito Santo dá uma notícia fresquinha: Ele está fazendo coisa nova! E se Ele diz para esquecer as coisas passadas, é porque o que Ele está fazendo é muito, muito maior do que o que já aconteceu até agora.

“Eis que faço coisa nova, que está saindo à luz; porventura, não o percebeis?”  – Estava saindo à luz, isto é, não estava visível ainda… então por que Ele pergunta se a gente não percebeu? Ele não pergunta se você está sentindo, Ele pergunta se você está percebendo! Como ver o que ainda não é visível? Somente com os olhos da fé. Fé que não tem a ver com religião, mas com a “certeza de coisas que se esperam” e “convicção de fatos que não se veem”. Só assim é possível perceber o que ainda não existe fisicamente, independentemente do que estamos ouvindo, vendo ou sentindo.

“Eis que porei um caminho no deserto e rios, no ermo.” – Essa promessa me fez saltar de alegria por dentro (eu saltaria por fora, também, se a gente pudesse simplesmente sair pulando por aí). Mesmo no deserto, temos a garantia de que não estaremos sozinhos, nem morreremos ou passaremos necessidade. Pelo contrário, Ele promete um caminho no deserto e rios no ermo. No lugar mais seco e solitário em que poderíamos estar, Ele promete estar conosco, nos dar direção e suprir nossas necessidades. Um novo universo de possibilidades infinitas se estende à nossa frente. Como poderíamos não perceber?

Quando os problemas vêm, muitos só prestam atenção a eles, ficam dando voltas em torno das impossibilidades e engolindo as palavras negativas que se oferecem. No entanto, a partir do momento em que entregamos nossa vida a Deus, atravessamos a Porta. Deixamos de viver no reino das impossibilidades e passamos a viver em um reino em que tudo é possível, cujo Rei é Criador. Ele está sempre criando. Sempre fazendo coisa nova. E, sabendo disso, esperamos as coisas maravilhosas que Ele, certamente, está criando. Assim, é impossível não perceber que algo extraordinário está para acontecer.

No meio do deserto, no meio da tempestade, podemos nos agarrar a essa Palavra. É um conselho e uma promessa, mas eu tomo o conselho de Deus como uma ordem. É como se Ele dissesse: “esqueça o que passou. Eu estou fazendo uma coisa muito mais legal! Como você não viu? Use a sua fé e olhe aqui”.

Eu sei que sempre passaremos por desertos, sei que os problemas aparecem diariamente. Mas se mantivermos nossos olhos firmes nessa fé, ignorando o passado e qualquer sugestão negativa, nunca deixaremos de perceber as coisas novas que Deus está fazendo. Isso renova nossas forças e nos dá uma paz que ninguém jamais conseguiria compreender. Mas eles não precisam compreender. Espere, logo, logo, vai sair à luz e todo mundo vai ver.

Vanessa Lampert

As 4 Leis do Desapego para a Libertação Emocional - 21/04/2016





É possível que a palavra desapego lhe cause uma sensação de frieza e egoísmo. Nada está mais longe da realidade. A palavra desapego, compreendida dentro do contexto do crescimento pessoal, é um valor interno precioso que todos nós devemos aprender a desenvolver. Praticar o desapego não significa abrir mão de tudo o que é importante para nós, rompendo vínculos afetivos ou relacionamentos pessoais com aqueles que fazem parte do nosso cotidiano.

“Desapego significa saber amar, apreciar e se envolver nos relacionamentos com uma visão mais equilibrada e saudável, libertando-se dos excessos que o prendem”.

Liberação emocional é viver mais honestamente, de acordo com as suas necessidades. Crescer, progredir com conhecimento de causa, sem prejudicar ninguém e não deixando ninguém o limitar.

Conheça abaixo as 4 leis do desapego para a liberação emocional. Vamos praticar?

1 – Lei do desapego: você é responsável por si mesmo

Ninguém pode viver por você. Ninguém pode respirar por você, se oferecer como voluntário para carregar suas tristezas ou sentir suas dores. Você é o arquiteto da sua própria vida e de cada passo que dá em seu caminhar. Portanto, a primeira lei que deve ter em mente para praticar o desapego é tomar consciência de que você é totalmente responsável por si mesmo. Não responsabilize os outros pela sua felicidade. Não imagine que para ser feliz é necessário encontrar o parceiro ideal ou ter o reconhecimento de toda sua família.

Se a opinião dos outros é a sua medida de satisfação e felicidade, você não vai conseguir nada além de sofrimento. Raramente os outros suprirão as nossas necessidades. Cultive sua própria felicidade, seja responsável, maduro, conscientize-se das suas escolhas e consequências e nunca deixe que seu bem-estar dependa da opinião alheia.

2 – Lei do desapego: Viva no presente, aceite e assuma a sua realidade

Muitas vezes, não conseguimos aceitar que nesta vida nada é eterno, nada permanece sempre igual; tudo flui e retoma seu caminho. Muitas pessoas estão sempre focadas no que aconteceu no passado, e isso se torna um fardo pesado que carregamos no presente. Mesmo que seja doloroso, aceite, assuma o passado e aprenda a perdoar. Isso o fará se sentir mais livre e o ajudará a se concentrar no que realmente importa: “o aqui e agora”. Liberte-se!

3 – Lei do desapego: Liberte-se e permita que os outros também sejam livres

“Assuma que a liberdade é a forma mais plena, íntegra e saudável de aproveitar e compreender a vida em toda a sua imensidão”

Ser livre não nos impede de criar vínculos com os outros. Criar vínculos, amar e ser amado, fazem parte do nosso crescimento pessoal. O desapego significa que você nunca deve assumir a responsabilidade pela vida dos outros, que eles não podem lhe impor seus princípios e nem tentar prendê-lo. É assim que surgem os problemas de relacionamento e o sofrimento.

Os apegos exagerados nunca são saudáveis. Temos como exemplo aqueles pais obcecados por proteger os filhos, que os impedem de crescer e avançar com confiança para explorar o mundo. A necessidade de desapegar-se é fundamental nesses casos; cada um um deve sair dos seus limites de segurança para enfrentar o imprevisto e o desconhecido.

4 – Lei do desapego: As perdas irão acontecer mais cedo ou mais tarde

Devemos aceitar que, nesta vida, nada dura para sempre. A vida, os relacionamentos e até os bens materiais acabam desaparecendo como fumaça, escapando por uma janela aberta ou deslizando através dos nossos dedos.

As pessoas vão embora, as crianças crescem, alguns amigos somem e perdemos alguns amores… Tudo isso faz parte do desapego. Temos que aprender que isso é normal e enfrentar essa situação com tranquilidade e coragem.

O que nunca pode mudar é a sua capacidade de amar. Comece sempre por você mesmo.

Fonte: A Mente é Maravilhosa

14 abril 2016

Adolescência , Idade Crítica? Crise de Identidade - 14/04/2016





ADOLESCÊNCIA, IDADE CRÍTICA? CRISE DE IDENTIDADE

Na adolescência, a conquista da identidade é muito relevante e relativamente complexa.
Fase de mudanças sob todos os aspectos, ao jovem parece confuso distinguir qual, quem ou como é o verdadeiro eu. Igualmente, diante de tantos papéis a desempenhar na sociedade, é por ele iniciada uma busca na tentativa de encontrar a sua identidade no conjunto, aquela que melhor se ajuste à sua escala de conceitos. A identidade é o resultado dos valores que facultam a percepção do eu, separado e diferente de todos os demais, que esteja em equilíbrio e continue integrado, permanecendo, através dos tempos, como sendo o mesmo, podendo ser conhecido pelas demais pessoas e descobrindo como os outros são, o que constitui senso global de caracterização do ego.

Quaisquer influências que prejudiquem esta autopercepção geram confusão de identidade, problemas para conseguir a participação, a integração e o prosseguimento da construção da auto-imagem. O conceito de identidade varia de povo para povo, diferindo muito o dos orientais em relação aos ocidentais, em razão das diferentes culturas e heranças históricas. Em todas elas, no entanto, a pessoa deve perceber-se consistente, distinta, e até certo ponto independente das demais. No período da adolescência essa busca se torna afugente, porque o jovem se preocupa muito com a aparência, em relação ao que os outros pensam, de certo modo rompendo com o passado e definindo os rumos do futuro. Surgem, então, as identidades individual e  ou coletiva. A depender do estado psicológico do adolescente, ele pode destacar-se, surgindo com os seus caracteres próprios, ou perder-se no grupo, identificando-se com a maneira massiva de apresentação, normalmente como rebeldia contra o status. 

Para conseguir a sua identidade individual, pessoal, o jovem depende muito das suas possibilidades cognitivas, que lhe apresentam os recursos de diferenciação dos demais e lhe oferecem as resistências para empreender a tarefa de fixação desses valores num todo harmônico, desenvolvendo os seus comprometimentos pessoais, sexuais, ocupacionais, culturais, etc. Há, naturalmente, muitos impedimentos para que esse fenômeno aconteça com o êxito que será de desejar. Um deles é a interrupção do processo de construção da identidade, que pode acontecer de forma a definir, prematuramente, a auto-imagem, que irá perturbar a caracterização de outros valores e recursos que trabalham pela autodefinição, pela auto-realização. A sua escala de compreensão é deficiente e se estrutura na maneira pela qual os outros o vêm, permitindo-se ceder ante pressões, tornando-se assim pessoa- espelho, a refletir outras imagens que não o seu próprio si. Quase sempre, o jovem que sofre esse tipo de impedimento, encontra nos pais, especialmente no genitor, quando do sexo masculino e, na mãe, quando do sexo feminino, uma identificação muito forte que o impede de ser livre, não sabendo responder adequadamente quando confrontado com deveres desafiadores, atividades exigentes e comportamentos inesperados.

Outros, também confrontados com os problemas e desafios das mudanças que neles se operam, perdem o senso de identidade, não se libertando das vinculações anteriores, não conseguindo encontrar-se, ou desligando-se da família, do grupo social, do país, e sendo vítima de uma adaptação enferma, que se prolonga indefinidamente, sem capacidade para relacionamentos duradouros, para atitudes normais, para as expressões de lealdade e de afeição. Muitas vezes, esse conflito, essa dificuldade de identificação, pode oferecer maior maturidade ao jovem, no futuro, porque trabalha em favor da sua seleção de valores e de conteúdos, adquirindo maior capacidade criativa, melhor maneira de elaborar idéias e de caracterizar definições, do que os outros que precipitadamente se firmaram em determinados quesitos que elegeram como forma de identidade. Os jovens, igualmente experimentam dificuldade em estabelecer os padrões que a constituem, e esses variam muito de acordo com os relacionamentos domésticos — valores religiosos, familiares, sociais, econômicos — culturais e subculturais e mesmo as constantes mudanças sociais, que trabalham conteúdos diferentes.

Alguma confusão, portanto, nesse período, pode redundar saudável para a formação da identidade do adolescente, sem o exagero de um transtorno prolongado. Outro fator que merece análise é o da identidade sexual. Há jovens que logo definem e aceitam a sua natureza essencial, masculina ou feminina. Nessa oportunidade surgem os conflitos mais fortes do transexualismo e do homossexualismo, alguns deles como resultado de fatores genéticos, trabalhados pelo Espírito na constituição do corpo através da reencarnação, que se utilizou do perispírito para a modelagem da forma orgânica, outros como efeito da conduta familiar ou social, e, outros mais, ainda, pela necessidade de ser trabalhada a sexualidade como diretriz preponderante para a aquisição de recursos mais elevados e difíceis de serem conquistados.

Quando essa identidade sexual é prematura, o adolescente sofre de um efeito apenas biológico, sem preparação psicológica para o comportamento algo estressante. Quando atrasada, reações igualmente psicológicas podem levar a uma hostilidade ao próprio corpo como ao dos outros. A identificação sexual do indivíduo equilibrado faz-se definir quando se harmonizam a expressão biológica —anatômica — com a psicológica, expressando-se de forma natural e progressiva, sem os choques da incerteza ou da incapacidade comportamental diante da realidade do fenômeno sexual. Uma identidade amadurecida faculta-lhe uma boa dose de auto-estima, de tolerância em relação às demais pessoas, de afetividade sem prejuízos emocionais, de comportamento sem estereótipo, de lucidez que facilita enfrentar desafios com naturalidade.

Assim, a adolescência é uma idade crítica, no que diz respeito ao processo de adaptação e definição de conceito, de comportamento, de realidade. Para o adolescente, o mundo parece hostil, agressivo, com padrões difíceis de ser alcançados, e que o ameaçam. Sentindo-se diferente das demais pessoas, luta, interiormente, para reconhecer como agir e quais os recursos de que dispõe, para colocar a serviço da sua realização pessoal. Por outro lado, muitas culturas consideram o jovem como um rebelde, egoísta, agressivo, equipando-se de conceitos que exigem do jovem submissão e dependência, dificultando-lhe o acesso a oportunidades de trabalho, de criação, de realização pessoal, porque ainda não está definido, nem possui experiência... Convenha-se que experiência é resultado da habilidade adquirida mediante o desempenho do trabalho, e somente será conseguida se for facultada a oportunidade de realização. Esse choque entre o velho e o novo constitui desafio para ambos se afinarem, adaptando-se o jovem ao contexto social, sem abdicação dos seus valores, como também da inútil luta agressiva contra o que depara, porém trabalhando para a mudança dos paradigmas; e ao adulto cabe a aceitação de que a vida é uma constante renovação e ininterrupta mudança, rica de transformação de conceitos que avançam para o sentido ético elevado e libertador, no qual as criaturas se encontrarão felizes e unidas.

Divaldo Franco – J.A