06 maio 2012

OBSESSÃO E DESOBSESSÃO/ Allan Kardec- 06.05.2012


O QUE É OBSESSÃO?

A palavra Obsessão vem do latim obsessione: impertinência, perseguição, atormentar... Definições de obsessão, segundo allan kardec:

• Evangelho – Cap. 28 - A obsessão é a ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo; 

• Livro dos Médiuns – Cap. 23 - A obsessão é o domínio que certos Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas; 

• A Gênese – Cap. 14 - 45 - Chama-se obsessão a ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo... 

• Obras Póstumas – Parág. 7 - A obsessão consiste no domínio que os maus Espíritos assumem sobre certas pessoas com o objectivo de as escravizar e submeter à vontade delas, pelo prazer que experimentam em fazer o mal.

Obsessão é qualquer constrangimento (influência) que os espíritos inferiores determinam sobre o médium dominando a sua vontade.

QUEM É O OBSESSOR? Aquele que importuna , persegue, atormenta. O obsessor é uma pessoa como nós, não é um monstro teratológico saída das trevas, não é diferente, que só vive de crueldades, nem um condenado sem remissão pela justiça divina. É alguém que talvez amamos outrora ou um ser desesperado pelas crueldades que recebeu de nós. O obsessor é o irmão, a quem os sofrimentos e desenganos desequilibraram, certamente com a nossa participação. 

QUEM É O OBSIDIADO? Aquele que é importunado , perseguido, atormentado. O obsidiado de hoje pode ser o algoz de ontem e que agora se apresenta como vítima. Ou então, é o comparsa de crimes, que o cúmplice não quer perder, tudo fazendo para cerceá-lo em sua trajectória. 

QUANDO É OBSESSÃO 
A influência espiritual só é qualificada como obsessão quando se observa uma perturbação constante. Se a influência verificada é apenas esporádica, ela não se caracterizará como uma obsessão. Uma pessoa, vez por outra, pode ter um pesadelo, entrar num estado de tristeza ou sentir qualquer dos sintomas citados, sem que esteja sendo vítima da obsessão. O que caracterizará a fenomenologia obsessiva é a insistência desses estados mórbidos em incomodar a pessoa desajustada. Os sintomas relacionados abaixo se permanecerem constantes em uma pessoa podem ser indicadores de processos obsessivos:

Depressão, angústia e tristeza - Pesadelos constantes - Tendência ao vício - Agressividade além do normal - Abandono da vida social ou familiar - Ruídos estranhos à própria volta - Visão frequente de vultos - Impressão de ouvir vozes 

Allan Kardec na Q. 459 do LE aborda o assunto da interferência dos Espíritos em nossa vida. Os Espíritos influem em nossos pensamentos e atos?


R. Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto que de ordinário, são eles que vos dirigem. Acrescentamos: Mas eles somente nos influenciam ou nos dirigem quando consentimos.

CAUSA DE OBSESSÕES 
A obsessão sempre decorre de uma imperfeição moral. Para eliminar as más influenciações é indispensável destruir a causa de atracão. O remédio mais eficaz contra as más influenciações espirituais é a vigilância constante contra as nossas imperfeições morais para que consigamos permanecer o mais equilibrado possível.

Devemos esforçar-nos para temperar as nossas actividades diárias, sejam elas quais forem com honestidade, dignidade, sinceridade, empenho, justiça, compreensão, tolerância, amor, respeito, etc; Este é o melhor meio de vencer os nossos sentimentos inferiores e ainda produzir vigorosos fatores de transformação sobre aqueles que nos observam. Causas principais das obsessões: 

• Deficiências Morais: Vícios, Crimes, Paixões, Inveja, Ciúme doentio, Orgulho, Egoísmo, Apegos, Ambição desenfreada, etc. 

• Relativas ao passado: Vingança, Ódio, Revolta, Mágoas, Paixões, Heranças, Partilha Mal Distribuída, antipatias, etc. 

• Mediunidade mal empregada. As obsessões de causas morais são aquelas provocadas pela má conduta do indivíduo na vida quotidiana. Vícios mundanos, como o cigarro, a bebida em excesso, o cultivo do orgulho, do egoísmo, da maledicência, da violência, da avareza, da sensualidade doentia e da luxúria, poderão ligar-nos a entidades espirituais infelizes que, mesmo desencarnadas, não se desapegaram dos prazeres materiais. 

Esses Espíritos ligam-se aos "vivos" para satisfazerem seus desejos primitivos, tratando as pessoas como se fossem a extensão de seus interesses no plano material As obsessões relativas ao passado são aquelas provenientes das suas experiências reencarnatórias, por ignorância ou livre arbítrio, uma entidade pode cometer faltas graves em prejuízo do próximo. Se a desavença entre eles gerar ódio, o desentendimento poderá perdurar por encarnações a fio, despontando nos desafectos, brigas, desejos de vingança e perseguição. 

A obsessão só se instala na mente do paciente quando o obsessor encontra fraquezas morais que possam ser exploradas. São pontos fracos que, naturalmente, todos nós temos, pela imperfeição que nos caracteriza. Deste modo, conclui-se que todos estamos sujeitos à obsessão. Os indivíduos enfraquecidos moralmente, com falhas de caráter, vícios etc, estarão mais sujeitos à obsessão.

O Espírito obsessor, conhecendo as fraquezas morais do enfermo, vai aos poucos obtendo acesso à sua área mental, chegando em alguns casos a dominá-lo. Se a obsessão se intensificar, e não for tratada espiritualmente em tempo hábil, ocorrerá um aumento de afinidade fluídica entre obsessor e obsedado, o que poderá acarretar no agravamento da enfermidade. 

OBSESSÃO: PERIGO DA MEDIUNIDADE 

Um dos perigos reais da mediunidade é a obsessão. Como obsessão entende-se todo e qualquer constrangimento que os Espíritos inferiores determinam sobre o médium dominando a sua vontade. Todos os que possuem faculdade mediúnica, seja mediunidade natural ou de prova, sem excepção, estão sujeitos a obsessão, devendo, no entanto, resistir à influenciação negative dos Espíritos voltados ao mal.

Geralmente a obsessão começa sob a forma simples, usando os obsessores de vários artifícios para conseguirem o seu intento. Pode evoluir para a fascinação quando o médium acha que à assistido por Espíritos superiores, que na verdade não passam de mistificadores, que sabem explorar sua vaidade, lisonjeando suas faculdades e colocando-o como um "missionário" com importante papel no mundo. 

A evolução pode seguir seu curso normal chegando o médium ao estágio da subjugação quando o obsessor domina completamente, tanto sua inteligência quanto sua vontade. Pelo fato do médium possuir maior sensibilidade, o torna mais acessível à ação dos Espíritos do que as pessoas comuns; os Espíritos agem sobre o médium através dos pensamentos, envolvendo-o com os seus fluidos que o embaraçam. É um verdadeiro processo de enreda-mento fluídico.

A presença física do obsessor nem sempre é verificada, porém a sua ação é notada pelos resultados de sua influência sobre a mente do médium que lhe está sujeito. _ distância, por um fenómeno telepático, pode o obsessor acionar os mecanismos que deseja como um operador de rádio. É lógico que para isso acontecer, devem os dois, médiuns e obsessor, estar vinculados pelo passado ou por se encontrarem na mesma faixa vibratório, que os identifica. A renovação espiritual do médium é factor preponderante na solução do problema. 

Quando não existe outro meio mais efetivo, o médium pode ter suspensa a sua faculdade mediúnica, com vistas a se furtar, pelo menos em parte, da ação perniciosa dos obsessores, e para que, também, com a sua faculdade exercitada em regime de perturbação, não venha a iludir e desencaminhar outras criaturas inexperientes que estão em busca de consolo e orientação. A retirada da faculdade mediúnica deve ser considerada um sinal benéfico e até mesmo uma caridade proporcionada pelos mentores. Poderá ser temporária ou definitiva, dependendo da recuperação moral do médium e da sua disposição de bem cumprir sua tarefa. 

"Os atributos media-nímicos são como os talentos do evangelho. Se o património divino é desviado de sues fins, o mau servo torna-se indigno de confiança do Senhor da seara da verdade e do amor. Multiplicados no bem, os talentos mediúnicos crescerão para Jesus, sob as bênçãos divinas; todavia, se sofrem o insulto do egoísmo, do orgulho, da vaidade ou da exploração inferior, podem deixar o intermediário do invisível entre as sombras pesadas do estacionamento, nas mais dolorosas perspectivas de expiação, em vista do acréscimo de seus débitos irrefletidos". (O Consolador - questão 389) 


COMO SE RECONHECE A OBSESSÃO

Reconhece-se a obsessão pelas seguintes características:
1ª - Persistência de um Espírito em se comunicar, bom ou mau grado, pela escrita, pela audição, pela tiptologia, etc., opondo-se a que outros Espíritos o façam; 

2ª - Ilusão que, não obstante a inteligência do médium, o impede de reconhecer a falsidade e o ridículo das comunicações que recebe; 

3ª - Crença na infa-bilidade e na identidade absoluta dos Espíritos que se comunicam e que, sob nomes respeitáveis e venerados, dizem coisas falsas ou absurdas;

 4ª - Confiança do médium nos elogios que lhe dispensam os Espíritos que por ele se comunicam; 

- Disposição para se afastar das pessoas que podem emitir opiniões aproveitáveis;

6ª - Tomar a mal a crítica das comunicações que recebe; 

7ª - Necessidade incessante e inoportuna de escrever; 

8ª - Constrangimento físico qualquer, dominando-lhe a vontade e forçando-o a agir ou falar a seu mau grado; 

9ª - Rumores e desordens persistentes ao redor do médium, sendo ele de tudo a causa e o objeto. (O Livro dos Médiuns - Cap. XXIII nº 243). 


FORMAS DE OBSESSÃO Partindo do conceito que obsessão é o constrangimento exercido pelos Espíritos inferiores sobre a vontade dos encarnados, influenciando-os male-ficamente, podemos figurar o fenómeno obsessivo em inúmeras situações, algumas tão sutis e inoperantes que somente depois de muito tempo é que são evidenciadas. Para facilidade do aprendizado a obsessão pode ser estudada sob três variedades que apresentam características próprias.

1ª - OBSESSÃO SIMPLES: O Espírito inferior procura, através sua tenacidade, sua persistência, intrometer-se na vida do obsidiado, dando-lhe as mais estranhas sugestões que no mais das vezes contrariam a forma habitual de proceder e pensar da vítima. Esta, com um pouco de critério e auto-análise, facilmente identifica que está sob a influência de um Espírito inferior, e cuidando-se devidamente, comportando-se cristão-mente, não lhe oferecerá campo mental favorável à sua acção. Procurando viver em clima de elevação, através de boas leituras, de preces, de convívio com pessoas honestas e sérias, em ambientes em que se dedicam à prática do bem, estará pautando a sua vida de acordo com os ditames do Cristo, livrando-se da ação do obsessor. 

2ª - FASCINAÇÃO: É a forma mais difícil de ser tratada, porque o obsidiado se nega a receber orientação e tratamento, posto que julga não estar sob influência obsessiva, e até, às vezes, acredita que todos os demais é que se encontram obsidiados, enquanto ele é o único certo. Nesta variedade, nota-se que o obsessor se insinua a princípio discretamente e vai ganhando terreno, enraizando-se pouco a pouco até se instalar definitivamente, aceito que é, pelo obsidiado, formando um verdadeiro fenómeno de simbiose psíquica. Geralmente o médium acredita-se estar sendo guiado por uma entidade espiritual de alto gabarito, pois que usa nome de personagens famosos ou de Espíritos de escola. Não usando o critério de auto-análise, que no caso inexiste, a pessoa se torna extremamente crédula em tudo o que vem por seu intermédio acreditando-se missionária, e a qualquer objeção ou crítica construtiva que se faça sobre o teor das comunicações, susceptibilizar-se, magoa-se e afasta-se das pessoas que a podem esclarecer. 

3ª SUBJUGAÇÃO: 

É o fenómeno de uma criatura encarnada estar sob domínio completo e total de uma entidade desencarnada. É de fácil diagnóstico, porém, para a cura desse tipo de obsessão há a necessidade da melhora moral do médium e que o Espírito obsessor seja levado a arrepender-se do mal que está praticando, através de doutrinações feitas por quem tenha superioridade moral. Não se julgue que nessa variedade o Espírito obsessor tome lugar no corpo do obsidiado; há sim uma supremacia da sua vontade, dominando completamente a do médium. A pessoa nesse estado realiza coisas que no estado normal não realizaria, diz e faz aquilo que não é do seu costume habitual. Bibliografia: Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, O CONSOLADOR, Questões 381 e 393 e 396; Martins Peralva, ESTUDANDO A MEDIUNIDADE, Cap. II.

 DESOBSESSÃO

COMBATE À OBSESSÃO No que diz respeito ao problema das obsessões espirituais, o paciente é, também, o agente da própria cura. A participação do “enfermo” no seu tratamento, é condição básica para o êxito da sua recuperação... As imperfeições morais no obsidiado constituem, frequentemente, um obstáculo à sua libertação (Livro dos Médiuns, ítem 252) 

DOUTRINAÇÃO DO ESPÍRITO OBSESSOR

O codificador do Espiritismo, Allan Kardec, se expressa nos seguintes termos, a respeito da necessidade de se doutrinar Espíritos obsessores, quando se lida com os casos mais graves de obsessão espirítica: "Nos casos de obsessão grave... Faz-se também necessário, e acima de tudo, agir sobre o ser inteligente, com o qual se deve falar com autoridade, sendo que essa autoridade só é dada pela superioridade moral. Quanto maior for essa, tanto maior será a autoridade. E ainda não é tudo, pois para assegurar a libertação, é preciso convencer o Espírito perverso a renunciar aos seus maus intentos; despertar-lhe o arrependimento e o desejo do bem, através de instruções habilmente dirigidas com a ajuda de evocações particulares, feitas no interesse de sua educação moral" – (Capítulo 28:81).

 Está claro que não se pode extinguir as obsessões graves, se não houver um trabalho feito junto do Espírito obsessor, para convencê-lo a deixar de perturbar o obsedado. Isso só poderá ser feito por meio de sessões mediúnicas realizadas exclusivamente para esse fim (o paciente nunca deve estar presente). Através de evocações particulares, pode-se conseguir contato com o Espírito perturbador, obter dele informações dos motivos da perseguição e instrui-lo para que abandone seus intentos.

 Todos os fatos narrados nessas comunicações mediúnicas são de caráter íntimo e não deverão ser revelados nem para o paciente, nem para outros membros do centro espírita que não façam parte da equipe que cuida dessa tarefa. Pode-se dizer a uma pessoa que ela tem um problema espiritual e que será ajudada pela casa espírita, sem que se tenha de tratar de detalhes. Dizer a alguém que está perturbado, que ele foi um carrasco ou um suicida numa outra encarnação, só vai complicar sua situação mental e deixá-lo mais desequilibrado ainda. Ressaltamos que as condições morais elevadas do doutrinador e dos médiuns que vão tratar das evocações e instrução de obsessores, são essenciais para o sucesso da tarefa libertadora nos procedimentos desobsessivos. 

NEM SÓ O OBSESSOR PRECISA DE ESCLARECIMENTO 
No processo desobsessivo , muitas vezes, a atenção se volta de modo muito intenso para os obsessores. A primeira providência, segundo se crê, é a de doutrinar os perseguidores invisíveis. Todo esforço poderá ser improdutivo se não cuidarmos com igual ou até mais atenção do obsidiado.

 ORQUE ESCLARECER O OBSIDIADO
Esclarecer o obsidiado é fazê-lo sentir o quanto é essencial a sua participação o tratamento. 

MEIOS DE COMBATER À OBSESSÃO

Quando estiver ainda na fase da obsessão simples a prórpia pessoa reconhece sozinha quando está influenciada e procura curar-se. Quando já estiver na fase da fascinação a pessoa obsediada não reconhece sozinha quando está influenciada, ela precisa ser ajudada por outra. O obsidiado se nega a receber orientação e tratamento, visto que julga não estar sob influência e as vezes acredita que todos os demais é que se encontram obsidiados. Magoa-se facilmente e afasta-se de quem quer esclarecê-lo. Na subjugação é necessário tratar simultaneamente tanto o Espírito obsessor como o encarnado obsidiado.

 Quando chegar na fase da subjugação primeiro precisa-se tratar o espírito obsessor leva-lo a arrepender-se do mal que está praticando. Assim que o obsidiado apresente as primeiras melhoras deve se iniciar o seu processo de desobsessão. Convertido o obsessor, o ex-obsidiado deve ser esclarecido quanto a necessidade de modificação dos seus padrões de vida, mormente no que diz respeito à vida moral, a fim de não cair em nova obsessão. 

RECURSOS PARA COMBATER A OBSESSÃO

Os recursos espíritas para combater a obsessão são os seguintes: - Atendimento Fraterno: entrevista, orientação e esclarecimento - Fluidoterapia: prece, passe, irradiação, água fluídificada.

ATENDIMENTO FRATERNO 

Como primeiro procedimento, deve-se entrevistar o paciente, a fim de se detectar o nível da obsessão. Na entrevista será feita a orientação e o esclarecimento do que causou o problema e como se obterá a cura. Quando o paciente não apresentar condições para o esclarecimento, deve-se buscar esclarecer um familiar interessado em ajudar. 

FLUIDO TERAPIA

Um fluido mau não pode ser eliminado por outro igualmente mau, preciso se faz expelir um fluido mau com o auxílio de um fluido melhor (Livro dos Espíritos – Q. 479). Renovação de energias doentias por energias saudáveis, se dá através da prece, passe, irradiação e da água fluídificada.



CADA UM DEVE FAZER A SUA PARTE 

É, pois, indispensável que o obsidiado faça, por sua parte, o que se torna necessário para destruir em si mesmo a causa da atração dos maus Espíritos (Livro dos Espíritos Q. 479). A moralização íntima é condição essencial para a cura tanto do algoz quanto da vítima. Se isto não ocorrer haverá apenas uma substituição de obsessores, porque não destruindo a causa de atração outros certamente viram importuná-lo de alguma forma.

CONSCIENTIZAÇÃO DA FAMÍLIA DO OBSIDIADO 

 Não somente o obsidiado deve ser conscientizado da sua participação na terapêutica desobsessiva. Mas também seus familiares precisam ser alertados quanto à sua própria participação no processo. A família precisa ser esclarecida porque o problema quase nunca é um problema isolado. O problema do obsesso não é só dele, o seu grupo familiar tem vínculos profundos que os entrelaçam. O ambiente do lar do obsidiado deve receber uma atenção especial. Os familiares devem fazer tudo que estiver ao alcance para tornarem favorável à recuperação. O culto do evangelho no lar é uma prática indispensável, porque propícia ao recinto doméstico o enriquecimento de elementos fluídos e a sintonia das almas em torno dos sagrados ensinos.

RESTRIÇÕES DA FAMÍLIA 

O obsediado, comummente, sofre restrições no círculo familiar, grande número de obsidiados procede de famílias que não aceitam a idéia de que o mal seja provocado por espíritos. Tal situação é um problema a mais que o enfermo enfrenta e contra o qual também tem de que lutar. Infelizmente é comum que o círculo doméstico não compreenda o doente e o rejeite de forma definitiva, relegando-o a uma clínica ou a uma casa assistencial. Julgam desfazer, com esta atitude, todos os vínculos existentes entre eles. O que fazem é adiar o problema que retornará um dia com agravantes.

QUANDO A FAMÍLIA AJUDA
Quando o obsidiado e os familiares envolvidos compreendem a situação, e concorrem com suas vontades e preces, o trabalho se torna menos difícil. Por isso, sempre que possível a família deve receber orientações que esclarecem quanto à sua conduta e participação no tratamento do obsidiado.

PROFILAXIA DAS OBSESSÕES 

Profilaxia é o conjunto de medidas preventivas que evitam o aparecimento de doenças, no caso de obsessão. Só existe obsessão porque existe inferioridade em nós. Único antídoto contra esse mal é o amor, o Evangelho é a profilaxia mais eficaz. Quando aprendemos a amar sem reservas, desinteressadamente, incondicionalmente, não haverá ódios e mal-querenças, guerras e disputas, desafetos e obsessores.



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