16 maio 2012

Resposta a Leitora/ Mestre El Morya - 02.05.2012


Pergunta - Salusa meu amado irmão, sinto-me profundamente emocionada em poder comunicar com você pela primeira vez.

Estou a passar por um momento muito difícil na minha vida, que nunca imaginaria que iria passar.

Como eu estava a preparar-me, através de conhecimento e estudo, para a ascensão, sei que preciso estar em vibração alta para isso. Mas na situação em que estou, está muito difícil. 

Faço orações, imploro para que me mantenha em paz, equilíbrio constante. E é isso que também está a deixar-me preocupada, como conseguirei manter-me em equilíbrio, vibração alta, amor no coração com tanto sofrimento? 

Ajude-me Salusa, o que devo fazer, o que posso fazer para poder encontrar essa paz e amor de volta ao meu coração, definitivamente? O que mais queria era poder ascender junto com meus irmãos, mas não sei, estou perdida. Pois como poderei ajudar meus irmãos se eu mesmo não consigo me ajudar? Com amor, S...


Querida S... respondo-lhe em nome da coordenação Salusa. Quando Salusa não vem... logo será uma das duas situações, ou porque está ocupado ou porque a coordenação tem o elemento pronto a responder a determinadas questões com o auxílio das entidades divinas.


Querida e amada irmã, creia que suas orações não serão em vão, mantenha a calma e quietude de espírito, tranquilize. Por vezes o ser humano inquieta-se porque não procura o ambiente apropriado á tranquilidade.


A tranquilidade também passa pela nossa reforma íntima, higiene mental, (atitudes e pensamentos) isso engloba mudanças interiores, paralelamente acompanhadas com a elevação moral e espiritual de cada um. As mensagens que tem lido não lhe pedem para ajudar a outros, mas a prepararem-se a si mesmos para a elevação e evolução do vosso espírito do vosso EU.

Apela á tomada de consciência de cada um. Sim, cada um na sua trajectória de evolução sentindo-se preparado, prestará auxilio sem que isso lhe seja exigido, essa entre – ajuda passa a ser automatizada pelo vosso ser. Amada não se torture, analise antes que o desespero tome conta da liberdade de se expressar e sentir. 


Salusa recentemente mencionou numa mensagem as palavras de Jesus, quando este professava na Galileia.


a) -“Conhecerás a árvore pelos seus frutos”. 


E disse também que a todos nós em breve seria-nos dado “duas portas para escolher-mos”.


Acrescentei como pergunta: a “Porta estreita ou a porta larga”?



Ao qual Salusa respondeu... Sim, entendida a letra da parábola do evangelho... é a porta estreia e a porta larga.
                                                            
Então que porta é essa?

Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ela. Que estreita é a porta, e que apertado o caminho que leva para a vida, e quão poucos são os que acertam com ela!

Entendido á letra quer dizer: A porta da perdição é larga, porque as más paixões são numerosas e o caminho do mal é o mais frequentado. A da salvação é estreita porque o homem que deseja transpô-la deve fazer grandes esforços para vencer as suas más tendências, e poucos se resignam a isso. Completa-se a máxima: São muitos os chamados e poucos os escolhidos.

Esse é o estado actual da humanidade terrena, porque, sendo a Terra um mundo de expiações, nela predomina o mal. Quando estiver transformada, o caminho do bem será o mais frequentado. Devemos entender essas palavras, portanto, em sentido relativo e não absoluto. Se esse tivesse de ser o estado normal da humanidade, Deus teria voluntariamente condenado à perdição a imensa maioria das criaturas, suposição inadmissível, desde que se reconheça que Deus é todo justiça e todo bondade.

Mas quais as faltas de que esta humanidade seria culpada, para merecer uma sorte tão triste, no presente e no futuro, se toda ela estivesse na Terra e a alma não tivesse outras experiências? Por que tantas escolhas semeadas no seu caminho? Por que essa porta tão estreita, que apenas a um pequeno número é dado transpor, se a sorte da alma está definitivamente fixada, após a morte?

É assim que, com a unicidade da existência, estamos incessantemente em contradição com nós mesmos e com a justiça de Deus. Com a anterioridade da alma e a pluralidade dos mundos, o horizonte se alarga, iluminam se os pontos mais obscuros da fé, o presente e o futuro se mostram solidários com o passado, e somente assim podemos compreender toda a profundidade, toda a verdade e toda a sabedoria das máximas do Cristo.

“Tira-se àquele que nada tem, ou que tem pouco”. Tomai isto como um ensino figurado. Deus não tira das suas criaturas o bem que se dignou conceder-lhes. Homens cegos e surdos! Abri vossas inteligências e vossos corações, procurai ver pelo espírito; compreendei com a alma; e não interpreteis de maneira grosseiramente injusta as palavras daquele que fez resplandecer aos vossos olhos a Justiça do Senhor! Não é Deus quem retira daquele que pouco havia recebido, mas é o seu próprio Espírito que, pródigo e descuidado, não sabe conservar o que tem, e aumentar, fecundando-a, a migalha que caiu no seu coração.

O filho que não cultiva o campo que o trabalho do pai conquistou, para deixar-lhe de herança, vê esse campo cobrir-se de ervas daninhas. Será o seu pai quem lhe tira as colheitas que ele não preparou? Se ele deixou a sementeira morrer nesse campo, por falta de cuidado, deve acusar seu pai pela falta de produção? Não, não! Em vez de acusar aquele que tudo lhe deu, como se lhe houvesse retomado os bens, deve acusar-se a si mesmo, que é o verdadeiro responsável pela sua miséria, e arrependido e activo, entregar-se corajosamente ao trabalho.

 Que arroteie o solo ingrato, com o esforço de sua própria vontade; que o lavre a fundo, com a ajuda do arrependimento e da esperança; que nele atire, confiante, a semente que escolheu como boa entre as más; que o regue com o seu amor e a sua caridade; e Deus, o Deus de Amor e Caridade, dará aquele que já tem. Então, ele verá os seus esforços coroados de sucesso, e um grão a produzir cem, e outro, mil. Coragem, trabalhadores! Tomai as vossas grades e charruas; arrotei os vossos corações; arrancai deles o joio; semeai a boa semente que o Senhor vos confia, e o orvalho do amor os fará produzir os frutos da caridade.

 “Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos”. “Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada no fogo”.

Eis as palavras do Mestre. Discípulos do Cristo, compreendei-as bem! Quais os frutos que a árvore do Cristianismo deve dar, árvore possante, cujos ramos frondosos cobrem com a sua sombra uma parte do mundo, mas ainda não abrigaram a todos os que devem reunir-se em seu redor?

Os frutos da árvore da vida são frutos de vida, de esperança e fé. O Cristianismo, como o vem fazendo desde muitos séculos, prega sempre essas divinas virtudes, procurando distribuir os seus frutos. Mas quão poucos os colhem! A árvore é sempre boa, mas os jardineiros são maus. Quiseram moldá-la segundo as suas ideias, modelá-la de acordo com as suas conveniências. Para isso a cortaram, diminuíram, mutilaram. Seus ramos estéreis já não produzem maus frutos, pois nada mais produz. O viajante sedento que se acolhe à sua sombra, procurando o fruto de esperança, que lhe deve dar força e coragem, encontra apenas os ramos desajustados, pressagiando mau tempo. É em vão que busca o fruto da vida na árvore da vida: as folhas tombam secas aos pés. As mãos do homem tanto as trabalharam, que acabaram por crestá-las!


Abri, pois, vossos ouvidos e vossos corações, meus bem amados! Cultivai esta árvore da vida, cujos frutos proporcionam a vida eterna. Aquele que a plantou vos convida a cuidá-la com amor, que ainda a vereis dar com abundância os seus frutos divinos. Deixai-a assim como o Cristo vo-la deu: não a mutileis. Sua sombra imensa quer estender-se por todo o universo; não lhe corte a ramagem. Seus frutos generosos caem em abundância, para alentar o viajante cansado, que deseja chegar ao seu destino. Não os amontoeis, para guardá-los e deixá-los apodrecer, sem servirem a ninguém.

“São muitos os chamados e poucos os escolhidos”. É que há os açambarcadores do pão da vida, como os há do pão material. Não vos coloqueis entre eles; a árvore que dá bons frutos deve distribuí-los para todos. Ide, pois, procurar os necessitados; conduzi-os sob as ramagens da árvore e partilhai com eles o abrigo que ela vos oferece. “Não se colhem uvas dos espinheiros”. Meus irmãos, afastai-vos, pois, dos que vos chamam para apontar os tropeços do caminho, e segui os que vos conduzem à sombra da árvore da vida.

O divino Salvador, o justo por excelência, disse, e suas palavras não passarão: “Os que me dizem Senhor, Senhor, nem todos entrarão no Reino dos Céus, mas somente aqueles que fazem a vontade de meu Pai, que está nos Céus”. Que o Senhor das bênçãos vos abençoe, que o Deus da luz vos ilumine; que a árvore da vida vos faça com abundância a oferenda dos seus frutos! Credes e orai!


Abraço amoroso de  Mestre El Morya
Da coordenação Salusa (T. da Luz)



Palavras contidas no Evangelho Segundo o Espiritismo
Muitos os Chamados Poucos os Escolhidos
A Porta Estreita



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